Só para enfatizar, hoje comemoramos os 109 anos do meu querido e eterno inspirador Carlos Drummond de Andrade.
Eternamente e merecidamente lembrado!!!
Leia mais aqui...
"Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (duvidosa) da vida,Mas a poesia (inexplicável) da vida."
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
Uma música para o domingo
Para o dia não-mais-tão-calmo e de tonalidades belamente tristes, que precede os dias de correria, dedico-lhe uma música na qual sempre me lembro em teus semanais dias...
Original- Radiohead
sábado, 8 de outubro de 2011
Nosso mundo gira loucamente...
Queria com a voz mais doce adormecer-te em meus braços...
e a cada abraço fazer-te leve
Levar-te a voar comigo no céu mais denso e doce.
Com mãos suaves que te arrepiassem a voz.
Nos nossos dias em que tudo é possível,
quero contigo continuar sonhando.
Ter dessa companhia os sorrisos mais sinceros
Os olhos mais cativantes...
Que prendem-me quando estás e roubam-me quando deles lembro
Rosto, corpo e pessoa que me encantam,
que movem meus dedos a escreve-te essas linhas.
Ah, como os dias são suaves e ternos ao seu lado!
e a cada abraço fazer-te leve
Levar-te a voar comigo no céu mais denso e doce.
Com mãos suaves que te arrepiassem a voz.
Nos nossos dias em que tudo é possível,
quero contigo continuar sonhando.
Ter dessa companhia os sorrisos mais sinceros
Os olhos mais cativantes...
Que prendem-me quando estás e roubam-me quando deles lembro
Rosto, corpo e pessoa que me encantam,
que movem meus dedos a escreve-te essas linhas.
(The Weepies- World Spins Madly On)
Ah, como os dias são suaves e ternos ao seu lado!
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Que seja Doce!
Esperança, a lágrima contida, o sorriso esperado, o abraço que prepara e aquece o corpo...
Vã quando sonho, quando me cega e me transporta para minhas utopias.
Realidade que se materializa no viver, em cada passo que dou e que possibilita que eu presentifique as possibilidades futuras e me desprenda de tudo o que é passado...
Peço-me, não te abandones...
Mas também... não se vicie no que não é, esperando passivamente acontecer...
Então...
"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim, que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo; repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.”
Caio Fernando Abreu
Pois se deixo a minha janela aberta, é porque respiro a docilidade de agir, viver e nunca deixar de desejar!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Percepções viajantes
A espuma d'água que cai no céu.
O homem que constrói e é destruído por sua própria criação. Capaz de virar um mundo de ponta cabeça.
Um horizonte belo, um ar calmo.
Encontraria isso em qualquer lugar, mas, ali não era qualquer lugar.
Perder-se no estranhamento acolhedor.
Ter a felicidade de não possuir ponto de partida nem de chegada.
Ver nos rostos uma mistura, um conforto de lar muito diferente do que já senti.
Rostos pintados de fé. Rezas e persistências que movem coletivamente pessoas estranhas entre si.
Nas ladeiras deixar rolar toda prisão gerada pela terra.
Sentir nas serras que cercam um pequeno mundo, um abrigo que liberta.
Entender que sorrisos ainda são bem-vindos e que conversas ainda podem ser longas.
Chegar num espaço leve onde a loucura é apenas um dos parâmetros alcançáveis da inatingível normalidade.
Anoitecer por dentro, deixar ir o que me leva, deixar para trás o que levo comigo.
Ver no céu uma estrela que equivale aos pontos luminosos que brotam no chão.
Viajar faz bem ao organismo e à história pessoal!
O homem que constrói e é destruído por sua própria criação. Capaz de virar um mundo de ponta cabeça.
Um horizonte belo, um ar calmo.
Encontraria isso em qualquer lugar, mas, ali não era qualquer lugar.
Perder-se no estranhamento acolhedor.
Ter a felicidade de não possuir ponto de partida nem de chegada.
Ver nos rostos uma mistura, um conforto de lar muito diferente do que já senti.
Rostos pintados de fé. Rezas e persistências que movem coletivamente pessoas estranhas entre si.
Nas ladeiras deixar rolar toda prisão gerada pela terra.
Sentir nas serras que cercam um pequeno mundo, um abrigo que liberta.
Entender que sorrisos ainda são bem-vindos e que conversas ainda podem ser longas.
Chegar num espaço leve onde a loucura é apenas um dos parâmetros alcançáveis da inatingível normalidade.
Anoitecer por dentro, deixar ir o que me leva, deixar para trás o que levo comigo.
Ver no céu uma estrela que equivale aos pontos luminosos que brotam no chão.
Viajar faz bem ao organismo e à história pessoal!
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Som de sensações...
Trata-se de 'Postcards From Italy' da banda Beirut. A banda começou a fazer sucesso no Brasil depois de ter a música 'Elephant Gun' usada como trilha na minissérie 'Capitu'. Foi nessa que eu também conheci e me apaixonei pelo som deles.
Não vou cometer a injustiça e eleger essa música como a melhor da banda, mas devo confessar que é uma das músicas que mexe mais comigo. E esse mexer chega a ser ambíguo, uma mistura de felicidade, tristeza e saudade... complexo.
Acho que, pelo fato de terem feito clipe e musica que se encaixam perfeitamente um ao outro, com as 'viradas' (se é que poderia falar assim) de ritmo, imagens familiares e em tom levemente sépia que remete a filme antigo, tudo junto, sem exageros no som e nas imagens, ficou perfeito. Talvez por ser um toque calmo, mas com um tanto de barulho (que me lembra um pouco cenas daquelas festas de rua mais antigas) devido aos instrumentos diferentes que eles usam, e imagens que deem um toque de lembrança a todos que assistem, que venha a tal dose de saudosismo e nostalgia.
Mesmo que a família não seja nossa, que os acontecimentos não sejam nossos, e, particularmente, pelo fato da minha família nem ter esse costume de gravar cenas simples da união já passada, o clipe estabelece uma certa proximidade conosco por se tratar de um tema comum, seja isso bom ou ruim. Acho que a maioria acaba lembrando da família e da infância quando assiste ao clipe.
O efeito em mim é até maior, nem preciso mais assistir ao clipe, só a música já remete a muitas lembranças que dão essa desordem de alegria e tristeza. Aliás, a música passa-me também um ar de vitalidade, de força para 'continuar'. Fora que agrada muito aos ouvidos, tanto pelo estilo de música, quanto pela boa e dosada mistura de instrumentos (entendendo que é uma dose diferente, mas que deu certo).
Vale a pena também ler a letra da música, que também tem muita relação com o tema sugerido, principalmente em trechos como:
"The times we had. Oh, when the wind would blow with rain and snow. Were not all bad (...) In my good times. Those are our times."
Enfim...
A melhor parte é que já passou, e a gente continua!
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