Há uma igreja a cada esquina
Há uma mulher a cada esquina
Com todas as opções possíveis no mundo
sacro e carnal
disputam sempre a mesma freguesia.
sábado, 13 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Cantiga de Enganar
O mundo não vale o mundo,
meu bem.
Eu plantei um pé-de-sono,
brotaram vinte roseiras.
Se me cortei nelas todas
e se todas se tingiram
de um vago sangue jorrado
ao capricho dos espinhos,
não foi culpa de ninguém.
O mundo,
meu bem,
não vale
a pena e a face serena
vale a face torturada.
Há muito aprendi a rir,
de quê? de mim? ou de nada?
(...)
(Carlos Drummond de Andrade)
Sem mais!
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Dê-lhe tempo, corpo; acalma-te, alma; esta pessoa que vos sente, olhem bem, já não sabe o que é;
o que já foi e o que pôde ser.
O mundo grita na surdina, já não pode tanto ouvir; não ouve nem a si mesma.
Anda disfarçadamente maltrapilha, procurando onde deixou a sua coberta que carinhosamente chamou de 'dignidade'.
Pede esmolas com os olhos, reza para conseguir sorrisos,mesmo que já não saiba o que fazer com estes.
Come com o coração, por dentro, tudo o que rumina, tudo o que lhe parece azedo ou amargo.
O amargo que corre nos capilares, atinge os músculos e faz-lhe esticar-se, como um corpo estranho que é seu corpo.
Sorri por não saber o que fazer, oferece-o com o medo de que lhe exijam muito mais e além.
Quando sente-se sinceramente e profundamente mal, não pode repelir-se, já não se desprende de seu próprio mal.
Esta pessoa que vos sente fala da vida, imagina futuros, mas onde está ela nisso tudo?
O espelho não reflete mais quem ela conhece por si mesma. É alguém que a olha fixamente para depois desviar e desistir de se procurar ao menos externamente.
Vomita para dentro, tudo o que queria vomitar e oferecer ao externo, deixando-lhe dissipar no ar.
O corpo estranho treme, engana-se com o frio. Começa a suar, 'é o cansaço, essa possibilidade de esquentar'.
Suas mãos espalmam-se de modo sutilmente rude. No fundo ela só queria se acabar um pouco. Por fora tudo grita 'desista'.
Os dentes rangem, os olhos perdem-se. Busca duramente sentido no que chama de rotina.
Equilibra-se em seus próprios medos, cortantes ou simplesmente contestadores. Teme suas proprias contestações.
Teme tudo o que promete aos outros, pois já não pode cumprir as promessas feitas a si mesma.
O mundo, vezes gira depressa, vezes se estagna no ar. A cabeça roda, já não tem mais onde se apoiar...
Tudo cai...
Ela acorda, boceja,
...
...
...
O primeiro passo é sempre o que dá mais medo,
mesmo que seja o de todos os dias.
o que já foi e o que pôde ser.
O mundo grita na surdina, já não pode tanto ouvir; não ouve nem a si mesma.
Anda disfarçadamente maltrapilha, procurando onde deixou a sua coberta que carinhosamente chamou de 'dignidade'.
Pede esmolas com os olhos, reza para conseguir sorrisos,mesmo que já não saiba o que fazer com estes.
Come com o coração, por dentro, tudo o que rumina, tudo o que lhe parece azedo ou amargo.
O amargo que corre nos capilares, atinge os músculos e faz-lhe esticar-se, como um corpo estranho que é seu corpo.
Sorri por não saber o que fazer, oferece-o com o medo de que lhe exijam muito mais e além.
Quando sente-se sinceramente e profundamente mal, não pode repelir-se, já não se desprende de seu próprio mal.
Esta pessoa que vos sente fala da vida, imagina futuros, mas onde está ela nisso tudo?
O espelho não reflete mais quem ela conhece por si mesma. É alguém que a olha fixamente para depois desviar e desistir de se procurar ao menos externamente.
Vomita para dentro, tudo o que queria vomitar e oferecer ao externo, deixando-lhe dissipar no ar.
O corpo estranho treme, engana-se com o frio. Começa a suar, 'é o cansaço, essa possibilidade de esquentar'.
Suas mãos espalmam-se de modo sutilmente rude. No fundo ela só queria se acabar um pouco. Por fora tudo grita 'desista'.
Os dentes rangem, os olhos perdem-se. Busca duramente sentido no que chama de rotina.
Equilibra-se em seus próprios medos, cortantes ou simplesmente contestadores. Teme suas proprias contestações.
Teme tudo o que promete aos outros, pois já não pode cumprir as promessas feitas a si mesma.
O mundo, vezes gira depressa, vezes se estagna no ar. A cabeça roda, já não tem mais onde se apoiar...
Tudo cai...
Ela acorda, boceja,
...
...
...
O primeiro passo é sempre o que dá mais medo,
mesmo que seja o de todos os dias.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
(...) Yo sólo puedo luchar contra la fuerza de los hombres (...)
Começar o dia com...
(...)
Mis palabras llovieron sobre ti acariciándote.
Amé desde hace tiempo tu cuerpo de nacár soleado.
Hasta te creo dueña del universo.
Te traeré de las montañas flores alegres, copihues,
avellanas oscuras, y cestas silvestres de besos.
Quiero hacer contigo
lo que la primavera hace con los cerezos.
(...)
Mis palabras llovieron sobre ti acariciándote.
Amé desde hace tiempo tu cuerpo de nacár soleado.
Hasta te creo dueña del universo.
Te traeré de las montañas flores alegres, copihues,
avellanas oscuras, y cestas silvestres de besos.
Quiero hacer contigo
lo que la primavera hace con los cerezos.
(Pablo Neruda, Veinte Poemas de amor y una canción desesperada)
, e um café bem forte...
o resto é cotidiano,
mas também não deixa de ser encantador aos meus olhos.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Corro.
O mundo treme aos meus olhos que logo embaçam,
Já não faz mal, não vejo meu caminho, mas tudo o que já presenciei. Estou em dois lugares e quebro minhas próprias leis.
Teus velhos olhos, cansados, ainda me olham, me enganam e me prometem paz.
A paz que busquei me enganou; eu me enganei. Sabia no fundo que tudo é o contrário do que se quer!
Acelero.
Já não corro por correr, sinto que vou fugir.
Uma lágrima se mistura ao suor, ignoro-a, é mais uma...
Minhas pernas disparam, quase se apartam de mim, meus braços já não sabem a quem estão a obedecer.
Não sinto. Ainda estou dentro de qualquer lugar que não seja o que vejo.
Teus olhos sorriem, me abraçam. Se apartam...
O tempo que volta já morreu, não existe mais além de dentro de mim.
Parece vivo, tocável, mas inalcançável.
Seus olhos se entristecem, fecham-se.
A lágrima do que já foi lateja. Arde em meus olhos secos...
Me vejo e já não sei o que é, do que se trata.
Tudo se mistura aos compromissos. Seus olhos se dissolvem no meu olhar, que volta ao tempo real.
Suspiro e diminuo os passos. Meu coração parece que explode por dentro. Naturalmente.
Sinto o frio agora se envolver com meu suor. O mundo é dois e um. Eu sou uma e tento quebrar-me em várias para percebe-los.
Quase sempre é bom retomar sem precisar voltar...
Quase sempre!
O mundo treme aos meus olhos que logo embaçam,
Já não faz mal, não vejo meu caminho, mas tudo o que já presenciei. Estou em dois lugares e quebro minhas próprias leis.
Teus velhos olhos, cansados, ainda me olham, me enganam e me prometem paz.
A paz que busquei me enganou; eu me enganei. Sabia no fundo que tudo é o contrário do que se quer!
Acelero.
Já não corro por correr, sinto que vou fugir.
Uma lágrima se mistura ao suor, ignoro-a, é mais uma...
Minhas pernas disparam, quase se apartam de mim, meus braços já não sabem a quem estão a obedecer.
Não sinto. Ainda estou dentro de qualquer lugar que não seja o que vejo.
Teus olhos sorriem, me abraçam. Se apartam...
O tempo que volta já morreu, não existe mais além de dentro de mim.
Parece vivo, tocável, mas inalcançável.
Seus olhos se entristecem, fecham-se.
A lágrima do que já foi lateja. Arde em meus olhos secos...
Me vejo e já não sei o que é, do que se trata.
Tudo se mistura aos compromissos. Seus olhos se dissolvem no meu olhar, que volta ao tempo real.
Suspiro e diminuo os passos. Meu coração parece que explode por dentro. Naturalmente.
Sinto o frio agora se envolver com meu suor. O mundo é dois e um. Eu sou uma e tento quebrar-me em várias para percebe-los.
Quase sempre é bom retomar sem precisar voltar...
Quase sempre!
sábado, 2 de julho de 2011
Ahh, férias... não sabia que ia te querer tanto assim, mesmo com duas humildes semanas!...
Para começar bem esse período de ócio, trago um vídeo do Monty Python sobre Déjà vu. Eu pelo menos ri muito e ao mesmo tempo fiquei agoniada, ainda mais lembrando de quando isso acontece comigo...
Para quem não conhece nem Monty Python, recomendo, agora para aqueles tais momentos de férias em que se entedia facilmente, mas vale para qualquer momento... é um tipo de humor que infelizmente não encontro mais...
... acho que já escrevi esse post antes...
(sem mais ''profundidades'' por hoje)
Para começar bem esse período de ócio, trago um vídeo do Monty Python sobre Déjà vu. Eu pelo menos ri muito e ao mesmo tempo fiquei agoniada, ainda mais lembrando de quando isso acontece comigo...
Para quem não conhece nem Monty Python, recomendo, agora para aqueles tais momentos de férias em que se entedia facilmente, mas vale para qualquer momento... é um tipo de humor que infelizmente não encontro mais...
... acho que já escrevi esse post antes...
(sem mais ''profundidades'' por hoje)
domingo, 12 de junho de 2011
Sweet days
Para o(s) Dia(s) dos Namorados...
Para todos que amam, são amados e que carregam consigo a prece de que seja eterno, mesmo que finito!
Para todos que amam e vivem na incerteza do sentimento do ser amado, que essa incerteza apenas aumente a coragem em dar um primeiro passo ao que poderá ser uma longa caminhada ao lado da pessoa amada!
Aos que choram o amor perdido, que todo des-amor seja um motivo a mais para o re-amor!
Aos que negam se permitir amar, para que nunca seja tarde para repensar o tanto que se nega ao viver sem o melhor sentimento que há na vida!
Aos que amam perdidamente, que não se deixem abalar por qualquer detalhe, pois o amor também carrega um pouco de seu sofrimento!
Aos que sentem...
A música que dedico para (e por) esses dias é pessoalmente importante (ELE entenderá)...
Para todos que amam, são amados e que carregam consigo a prece de que seja eterno, mesmo que finito!
Para todos que amam e vivem na incerteza do sentimento do ser amado, que essa incerteza apenas aumente a coragem em dar um primeiro passo ao que poderá ser uma longa caminhada ao lado da pessoa amada!
Aos que choram o amor perdido, que todo des-amor seja um motivo a mais para o re-amor!
Aos que negam se permitir amar, para que nunca seja tarde para repensar o tanto que se nega ao viver sem o melhor sentimento que há na vida!
Aos que amam perdidamente, que não se deixem abalar por qualquer detalhe, pois o amor também carrega um pouco de seu sofrimento!
Aos que sentem...
A música que dedico para (e por) esses dias é pessoalmente importante (ELE entenderá)...
Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo
E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo
Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira
Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto
(Preciso Dizer que Te amo- Cazuza)
Para 'finalizar' compartilho também uma bela poesia de meu querido inspirador, Carlos Drumond...
Se você conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...
Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...
Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...
Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...
Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !
Que seja possivel amar, além das datas!
;)
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